Fim de tratado nuclear entre EUA e Rússia reacende alerta de corrida armamentista

Fim de tratado nuclear entre EUA e Rússia reacende alerta de corrida armamentista
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Expiração do New START retira limites de armas nucleares entre EUA e Rússia e reacende temor de corrida armamentista global.

O mundo entrou em uma nova fase de incerteza na área militar e diplomática. O principal acordo que ainda limitava o arsenal nuclear de Estados Unidos e Rússia, o tratado New START, chegou ao fim nesta semana e deixou de valer oficialmente.

Com a expiração do pacto, desaparecem as restrições legais que controlavam o número de ogivas e armamentos estratégicos das duas maiores potências nucleares do planeta. Para especialistas, o cenário aumenta o risco de uma nova corrida armamentista e eleva o temor de conflitos em escala global.

A situação preocupa não apenas governos e militares, mas também organismos internacionais, já que o New START era considerado um dos últimos pilares de controle nuclear entre Moscou e Washington.

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O que era o New START e por que ele era tão importante

O New START (sigla para “Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas”) foi assinado em 2010 e tinha como objetivo estabelecer limites claros para o número de armas nucleares estratégicas que cada lado poderia manter.

Entre os principais pontos do tratado estavam:

  • limite de ogivas nucleares estratégicas em uso
  • controle sobre mísseis balísticos intercontinentais
  • inspeções e mecanismos de verificação
  • troca de informações entre os países

Na prática, o acordo funcionava como um “freio” para evitar que EUA e Rússia voltassem a ampliar seus arsenais sem controle, como aconteceu durante a Guerra Fria.

Por isso, o fim do tratado é visto como um marco perigoso: pela primeira vez em décadas, não há mais um acordo bilateral ativo restringindo formalmente o arsenal nuclear dos dois países.

Por que o tratado terminou sem substituto

O fim do New START acontece em um momento de forte tensão internacional, especialmente por causa da guerra na Ucrânia e da deterioração das relações entre Rússia e potências ocidentais.

O tratado já havia sido prorrogado anteriormente, mas não houve avanço em um novo acordo que pudesse substituí-lo. Com isso, a expiração ocorreu sem que um novo pacto estivesse pronto.

Além disso, especialistas apontam que a falta de confiança entre os governos e o aumento das disputas geopolíticas tornaram o ambiente diplomático ainda mais difícil.

Organizações internacionais, como a ONU, têm expressado preocupação com a perda de mecanismos de controle nuclear. O entendimento é que acordos desse tipo reduzem a instabilidade e funcionam como uma proteção contra escaladas militares.

O fim do tratado também reforça um temor antigo: o de que o mundo esteja caminhando para uma nova fase de militarização, com menos diálogo e mais competição estratégica.

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Quais países têm armas nucleares atualmente

O debate sobre a corrida armamentista também chama atenção para um dado importante: o mundo possui atualmente nove países com armas nucleares, segundo estimativas internacionais.

São eles:

  • Estados Unidos
  • Rússia
  • China
  • França
  • Reino Unido
  • Índia
  • Paquistão
  • Israel (não confirma oficialmente, mas é amplamente estimado)
  • Coreia do Norte

Entre todos, Estados Unidos e Rússia concentram a maior parte das ogivas nucleares do planeta, mantendo a liderança absoluta nesse tipo de armamento.

O que muda a partir de agora

A principal mudança é a ausência de limites formais. Mesmo que EUA e Rússia não anunciem imediatamente a expansão de seus arsenais, o simples fato de não haver mais restrições oficiais já muda o cenário global.

Na prática, o mundo entra em uma fase em que:

  • a transparência diminui
  • o risco de corrida armamentista aumenta
  • o controle internacional fica mais frágil
  • a tensão estratégica cresce

Especialistas afirmam que o ideal seria a retomada de negociações, seja em um novo tratado bilateral ou em acordos multilaterais envolvendo outras potências nucleares, como a China.

A expiração do New START é vista como um dos eventos mais preocupantes no campo da segurança internacional nos últimos anos. Em um mundo já marcado por guerras, tensões políticas e disputas por influência, o fim do último grande pacto nuclear entre EUA e Rússia reforça o alerta de que o planeta pode estar entrando em uma fase mais instável e perigosa.

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