Guerra na Ucrânia gera as maiores baixas do Exército russo desde a Segunda Guerra Mundial

Guerra na Ucrânia gera as maiores baixas do Exército russo desde a Segunda Guerra Mundial
Imagem Ilustrativa

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Estudo aponta que conflito na Ucrânia causou as maiores baixas do Exército russo desde a Segunda Guerra Mundial.

A guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, já entrou para a história como um dos conflitos mais sangrentos do século XXI. Um novo estudo internacional indica que o confronto provocou as maiores perdas militares da Rússia desde a Segunda Guerra Mundial, superando qualquer outro episódio bélico envolvendo o país nas últimas décadas.

De acordo com a análise, o número total de baixas russas — incluindo mortos, feridos e desaparecidos — pode ultrapassar 1,2 milhão de soldados ao longo de quase quatro anos de guerra. Apenas o número de mortes é estimado em mais de 300 mil militares, um patamar considerado extremamente elevado por especialistas em segurança internacional.

Números sem precedentes na história recente

Pesquisadores destacam que, desde o fim da Segunda Guerra, a Rússia e a antiga União Soviética participaram de diversos conflitos armados, como a guerra no Afeganistão, operações no Cáucaso e intervenções pontuais em países vizinhos. No entanto, nenhum desses episódios chegou perto das perdas registradas agora na Ucrânia.

Para efeito de comparação, a guerra soviética no Afeganistão, que durou quase dez anos, deixou cerca de 15 mil soldados mortos. Já o conflito atual apresenta números dezenas de vezes maiores, o que evidencia o alto custo humano da ofensiva russa.

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Avanços lentos e alto custo no campo de batalha

Um dos pontos destacados no estudo é a relação entre ganhos territoriais limitados e perdas humanas expressivas. Apesar de mobilizar grandes contingentes e recursos militares, o Exército russo tem avançado de forma lenta em diversas regiões do território ucraniano.

Especialistas afirmam que, em determinados períodos da guerra, as tropas russas conquistaram apenas algumas dezenas de metros por dia, enfrentando forte resistência das forças ucranianas. Esse cenário contribuiu para combates prolongados, uso intenso de artilharia e drones, além de ataques constantes a posições fortificadas — fatores que elevam drasticamente o número de baixas.

Ucrânia também enfrenta perdas significativas

Embora o foco do relatório esteja nas perdas russas, o estudo também aponta que a Ucrânia sofreu baixas expressivas desde o início da invasão. Estimativas indicam que o país acumulou entre 500 mil e 600 mil baixas militares, incluindo mortos e feridos.

A diferença, segundo analistas, está na proporção e na capacidade de reposição. Enquanto a Rússia possui uma população maior e um exército numericamente superior, a Ucrânia depende fortemente do apoio militar e financeiro de países aliados para manter sua capacidade de defesa.

Falta de dados oficiais dificulta contagem exata

Nem Moscou nem Kiev divulgam números detalhados e atualizados sobre suas perdas militares. O governo russo, por exemplo, deixou de publicar balanços oficiais ainda nos primeiros meses da guerra. Já a Ucrânia trata os dados como informação sensível, alegando razões de segurança nacional.

Diante dessa falta de transparência, centros de pesquisa internacionais utilizam imagens de satélite, registros públicos, dados de cemitérios, anúncios oficiais e informações de inteligência aberta para chegar a estimativas mais realistas. Ainda assim, especialistas reconhecem que os números podem variar e até ser superiores aos divulgados.

As consequências dessas perdas vão além do campo de batalha. A Rússia enfrenta desafios crescentes para manter seu efetivo militar, recorrendo à mobilização parcial, contratos de curto prazo e recrutamento de grupos específicos da população.

Além disso, o impacto econômico do conflito, somado às sanções internacionais, pressiona o orçamento do país e afeta diretamente a vida da população. Famílias de soldados mortos ou feridos lidam com perdas humanas e dificuldades financeiras, enquanto regiões inteiras sentem os efeitos do esforço de guerra prolongado.

Na Ucrânia, o cenário também é dramático. Milhões de pessoas foram deslocadas, cidades foram destruídas e a reconstrução do país já é considerada um desafio que pode levar décadas.

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Conflito sem solução próxima

À medida que a guerra se aproxima de mais um ano completo, analistas internacionais avaliam que o conflito entrou em uma fase de desgaste, na qual nenhum dos lados consegue uma vitória decisiva. A continuidade dos combates mantém o número de baixas em crescimento e dificulta avanços diplomáticos.

Tentativas de negociação seguem distantes, e a comunidade internacional observa com preocupação o impacto humano cada vez maior da guerra.

O levantamento reforça a percepção de que a guerra na Ucrânia se tornou o conflito mais custoso para o Exército russo em mais de 80 anos, marcando um capítulo sombrio na história militar do país. Independentemente dos desdobramentos futuros, o custo humano já registrado coloca o conflito entre os mais devastadores da era moderna.

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