Lula ironiza Trump e cita Lampião ao falar de provocações dos EUA
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Em evento no Butantan, Lula ironiza Trump e diz que ele não provocaria o Brasil se conhecesse a “sanguinidade de Lampião”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a chamar atenção nesta semana ao usar uma comparação inusitada para comentar a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante um evento em São Paulo, Lula afirmou que, se Trump conhecesse a “sanguinidade de Lampião”, ele não faria provocações contra o Brasil.
A declaração foi feita em tom de ironia e rapidamente repercutiu nas redes sociais, principalmente por envolver um personagem histórico brasileiro amplamente conhecido: Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, símbolo do cangaço nordestino.

Declaração foi feita em evento no Instituto Butantan
A fala ocorreu durante uma agenda oficial no Instituto Butantan, em São Paulo. Lula comentava sobre o cenário internacional e as tensões políticas que têm marcado as relações entre países nos últimos meses.
Ao mencionar Trump, o presidente brasileiro afirmou:
“Se Trump conhecesse a sanguinidade de Lampião em um presidente, ele não ficaria provocando a gente.”
A frase foi interpretada como uma resposta indireta a discursos e posicionamentos do governo americano, que vêm sendo vistos como provocativos por alguns setores da política brasileira.
Lula diz que não quer confronto
Apesar do tom provocativo e do humor na comparação, Lula também afirmou que não tem interesse em transformar o tema em confronto direto com os Estados Unidos.
Logo após a fala, ele tentou reduzir qualquer leitura de ameaça ou hostilidade e destacou que o Brasil busca manter relações diplomáticas, evitando disputas que possam prejudicar acordos comerciais e políticos.
Em uma sequência de declarações, o presidente também brincou dizendo que não faria sentido “brigar” com os EUA, reforçando que prefere diálogo.
O que Lula quis dizer ao citar Lampião
A comparação com Lampião chamou atenção porque o cangaceiro é lembrado, ao mesmo tempo, como:
- símbolo de resistência e enfrentamento no sertão
- figura marcada por violência e conflitos históricos
- personagem controverso, com diferentes interpretações ao longo dos anos
Ao usar a expressão “sanguinidade”, Lula pareceu querer transmitir a ideia de firmeza, resistência e postura combativa, ainda que em tom de ironia.
Defesa do multilateralismo e do diálogo internacional
No mesmo discurso, Lula voltou a defender o multilateralismo, argumento que vem repetindo em eventos internacionais e em falas sobre política externa.
A ideia, segundo o presidente, é que o Brasil deve fortalecer o diálogo entre nações e evitar que decisões globais fiquem concentradas apenas em grandes potências.
Ele também indicou que o país seguirá buscando relações equilibradas com os Estados Unidos, sem abrir mão da soberania brasileira em negociações.
Repercussão e debate político
A fala do presidente dividiu opiniões:
- Apoiadores consideraram a declaração uma forma bem-humorada de reforçar autonomia do Brasil
- Críticos apontaram que o tom pode gerar ruído em um momento delicado da diplomacia
Nas redes sociais, o termo “Lampião” voltou a aparecer em destaque, com memes e discussões sobre o sentido político da comparação.
Relações Brasil-EUA seguem em fase de tensão e negociação
A declaração ocorre em um momento em que Brasil e Estados Unidos vivem uma relação marcada por:
- negociações comerciais e tarifas
- divergências sobre política internacional
- troca de declarações públicas entre líderes
Apesar disso, os dois países seguem mantendo canais diplomáticos ativos e conversas em andamento.
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