Novo estudo revela a idade em que o risco de ataque cardíaco começa a aumentar

Novo estudo revela a idade em que o risco de ataque cardíaco começa a aumentar
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Pesquisa mostra que risco de ataque cardíaco começa a crescer já aos 35 anos nos homens e mais tarde nas mulheres, a partir de análise de décadas.

Uma pesquisa científica de longa duração trouxe descobertas importantes sobre o momento em que o risco de ataque cardíaco (infarto) e outras doenças cardiovasculares começa a subir — e os resultados podem mudar a forma como encaramos a prevenção da saúde cardíaca.

A partir de um acompanhamento de mais de 30 anos com milhares de participantes, pesquisadores conseguiram identificar que há uma diferença clara entre homens e mulheres quanto à idade em que esse risco começa a ficar mais evidente, reforçando a necessidade de atenção mais precoce à saúde do coração.

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Como o estudo foi feito

O trabalho foi realizado na Faculdade de Medicina Feinberg da Northwestern University, nos Estados Unidos, e utilizou dados de mais de 5 000 adultos que, no início da pesquisa, tinham entre 18 e 30 anos de idade.

Durante toda a pesquisa, os cientistas monitoraram cuidadosamente a evolução da saúde cardiovascular dos participantes, observando especialmente quando sinais de doenças cardíacas começaram a aparecer.

Esse tipo de estudo de longo prazo — iniciado nos anos 1980 — é raro e valioso porque permite detectar marcos e padrões que só aparecem ao longo de décadas, em vez de estudos realizados apenas por alguns anos.

A idade em que o risco começa a aumentar

✔️ Homens

De acordo com os resultados, o risco de doenças cardiovasculares começa a subir de forma mais visível por volta dos 35 anos nos homens — muito antes do que muitos imaginam. Esse aumento está relacionado principalmente ao desenvolvimento de doenças coronárias, que podem levar a ataques cardíacos.

Além disso, os pesquisadores descobriram que:

  • Por volta dos 50,5 anos, cerca de 5% dos homens já apresentavam sinais clínicos de doença cardiovascular.
  • Quando considerados os casos de doença coronária especificamente, 2% dos homens já eram afetados mais de uma década antes das mulheres.

✔️ Mulheres

Nas mulheres, o aumento do risco ocorre de forma mais lenta e começa mais tarde — com níveis semelhantes de risco aos homens apenas por volta dos 57,5 anos.

Essa diferença sugere que a proteção oferecida pelos hormônios femininos ao longo da vida adulta pode atrasar em certa medida o desenvolvimento de problemas cardíacos — embora, com o tempo, as mulheres também acabem alcançando risco similar ao dos homens.

Por que isso importa?

Tradicionalmente, campanhas de prevenção de doenças cardíacas focam em adultos a partir dos 40 ou 50 anos. Porém, este estudo reforça que o processo de desenvolvimento de doenças cardiovasculares começa muito antes, especialmente nos homens, e que:

  • A partir dos 35 anos, o risco cardíaco começa a se tornar mais significativo nos homens.
  • Mesmo em idades relativamente jovens, já pode haver sinais sutis de acúmulo de fatores de risco que levarão a problemas maiores no futuro.

Por isso, profissionais de saúde recomendam que a prevenção seja antecipada, com exames mais frequentes e a avaliação de fatores como pressão arterial, colesterol, dieta e estilo de vida desde a entrada na terceira década de vida.

Fatores que aceleram o risco

Embora essa pesquisa tenha focado na diferença de idade em que o risco começa a subir, estudos mais amplos também mostram que outros aspectos podem acelerar o risco de infarto e doenças cardiovasculares, como:

  • Pressão arterial alta mesmo em níveis considerados “normais”, que pode causar danos ao coração com o tempo, especialmente a partir dos 30 e 40 anos.
  • Fatores de estilo de vida, como alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool.
  • Condições crônicas como diabetes e doença renal, que podem antecipar o início do risco.
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Prevenção: o que pode ser feito

Dado que o risco começa mais cedo do que muitos imaginam, a prevenção é essencial. Alguns passos importantes incluem:

  1. Acompanhamento médico regular, especialmente a partir dos 30 anos.
  2. Monitoramento da pressão arterial e níveis de colesterol.
  3. Manter uma alimentação saudável e equilibrada.
  4. Praticar atividades físicas regularmente.
  5. Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.

Começar hábitos saudáveis cedo na vida pode fazer toda a diferença, ajudando a reduzir o risco de problemas cardíacos no futuro.

A partir de décadas de acompanhamento, um estudo científico revelou que o risco de ataques cardíacos e doenças do coração começa a subir já na metade dos 30 anos nos homens, enquanto nas mulheres isso tende a acontecer mais tarde. Esses achados reforçam a necessidade de atenção à saúde cardiovascular antes mesmo dos 40 anos, com foco em prevenção e mudanças no estilo de vida.

A mensagem é clara: você não precisa estar doente para começar a cuidar do seu coração — quanto mais cedo melhor.

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