Social tariff: internet barata no Reino Unido por £10 a £25 por mês (guia 2026)

Quem recebe Universal Credit e outros benefícios pode pagar bem menos por banda larga e celular. Veja preços, regras e como pedir.

Social tariff: internet barata no Reino Unido por £10 a £25 por mês (guia 2026)

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Internet em casa no Reino Unido costuma custar entre £25 e £45 por mês nos pacotes comuns, e o preço sobe todo mês de abril. Mas existe uma alternativa pouco conhecida, principalmente entre brasileiros recém-chegados: as social tariffs, planos de banda larga e celular mais baratos, entre £10 e £25 por mês, para quem recebe determinados benefícios. Segundo o regulador Ofcom, milhões de famílias têm direito e não usam.

Neste guia você vê quem pode pedir, quanto custam os planos das principais operadoras em 2026, como fazer a troca sem pagar multa e o que considerar se você está no Reino Unido com visto.

O que é uma social tariff de internet

É um plano de banda larga (e, em alguns casos, de celular ou telefone fixo) com preço reduzido, oferecido voluntariamente pelas operadoras para clientes de baixa renda. Na prática:

  • o preço é bem menor que o do plano equivalente comum;
  • a maioria tem contrato curto ou mensal e sem multa de cancelamento;
  • a velocidade é suficiente para trabalho remoto, aulas online, streaming em HD e videochamadas com a família no Brasil;
  • a instalação costuma ser gratuita.

Quem tem direito

Segundo o Ofcom, se você ou alguém da sua casa recebe Universal Credit, pode pedir qualquer uma das tarifas sociais disponíveis. Todas as grandes operadoras também aceitam:

  • Pension Credit;
  • Employment and Support Allowance (ESA) baseado em renda;
  • Jobseeker's Allowance (JSA) baseado em renda;
  • Income Support.

Algumas operadoras também aceitam outros benefícios, como Personal Independence Payment (PIP) ou Attendance Allowance. Atenção a dois detalhes:

  • A pessoa que recebe o benefício precisa ser a titular da conta de internet. Se a conta está no nome de um housemate que não recebe benefício, não vale.
  • A operadora confere a elegibilidade diretamente com o DWP (Department for Work and Pensions), usando dados como nome, data de nascimento, código postal e, às vezes, o National Insurance number. Se ainda não tem o seu, veja como pedir o National Insurance number.

Preços das principais social tariffs em 2026

Valores da lista oficial do Ofcom e das páginas das operadoras (preços mensais; podem mudar, então confira antes de contratar):

Operadoras nacionais

  • Virgin Media Essential Broadband: £12,50 (15 Mbps) e Essential Broadband Plus: £20 (54 Mbps), contrato de 30 dias, sem multa. Há versão com TV pelo Stream box pelo mesmo preço.
  • BT Home Essentials: £22 (36 Mbps) ou £25 (67 Mbps); e Home Essentials No Income por £16,50 (36 Mbps) para quem está no Universal Credit sem renda. Disponível também para clientes EE e Plusnet; elegibilidade revisada a cada 12 meses.
  • EE Basics: £12 (até 25 Mbps).
  • Vodafone Fibre 2 Essentials: £20 (cerca de 73 a 80 Mbps), contrato de 12 meses sem reajuste e sem multa.
  • Sky Broadband Basics: £20 (35 Mbps) ou Sky Full Fibre 75 por £24, apenas para quem já é cliente Sky Broadband.
  • NOW Broadband Basics: £20 (36 Mbps), só para clientes NOW.
  • Hyperoptic Fair Fibre: a partir de £13 (150 Mbps) até £20 (1 Gbps), apenas em prédios atendidos pela Hyperoptic. É a melhor relação velocidade/preço, se estiver disponível no seu endereço.

Operadoras regionais (exemplos)

  • Community Fibre Essential (Londres): £12,50 (35 Mbps).
  • G.Network Essential Fibre (Londres): £15 (50 Mbps).
  • KCOM Full Fibre Flex (Hull): £14,99 (30 Mbps).
  • Outras como Quickline, Lightning Fibre, toob e Truespeed têm planos de £15 a £20 nas suas regiões.

Celular

  • O2 Essential Plan: £10 por mês.
  • VOXI For Now (Vodafone): £10 por mês.
  • SMARTY Social Tariff: £12 por mês.

Os planos de celular com dados ilimitados ou franquias altas podem até substituir a banda larga para quem mora sozinho, usando o celular como roteador.

Como pedir, passo a passo

  1. Confirme que você recebe um benefício aceito e que vai ser o titular da conta.
  2. Veja se a sua operadora atual tem social tariff. Se tiver, normalmente dá para mudar de plano sem multa, mesmo no meio do contrato.
  3. Se a sua operadora não oferece, compare as opções disponíveis no seu código postal (a lista completa está no site do Ofcom, em "social tariffs"). Algumas operadoras liberam a saída sem multa quando o motivo é migrar para uma tarifa social de outra empresa; pergunte antes.
  4. Faça o pedido online, por chat ou por telefone. A Virgin Media, por exemplo, faz a checagem pelo chat; BT e Sky pedem dados para consulta ao DWP.
  5. Aguarde a confirmação (em geral, de minutos a poucos dias) e a data de instalação, se for um endereço novo.
  6. Marque na agenda a data de revisão: várias operadoras rechecam a elegibilidade a cada 12 meses. Se você deixar de receber o benefício, o plano passa para o preço normal.

Se você tem visto: atenção ao "no recourse to public funds"

A social tariff em si é uma oferta comercial da operadora e não é um benefício público. O problema é a porta de entrada: para ter direito, você precisa receber Universal Credit ou outro benefício que é considerado public funds.

  • Se o seu visto (Skilled Worker, Student, Family, entre outros) tem a condição no recourse to public funds (NRPF), não peça Universal Credit só para conseguir internet mais barata: isso pode violar as condições do visto e prejudicar renovações e o pedido de residência.
  • Quem tem Settled Status (EU Settlement Scheme, comum entre brasileiros com cidadania portuguesa), ILR ou cidadania britânica em geral pode receber benefícios, se cumprir as regras de renda e residência.
  • Em caso de dúvida, consulte o Citizens Advice antes de fazer qualquer pedido de benefício.

Alternativas para quem não tem direito

Se você não recebe benefícios, ainda dá para cortar a conta de internet:

  • Negocie na renovação: no fim do contrato, o preço normalmente sobe. Ligue, diga que vai cancelar e peça o preço de cliente novo. Por lei, a operadora tem de avisar quando o contrato estiver terminando e mostrar o melhor preço disponível.
  • Atenção ao reajuste de abril: desde 2025, o Ofcom obriga as operadoras a informar o aumento em libras e pence no contrato, em vez de "inflação + 3,9%". Compare esse valor antes de assinar.
  • Veja operadoras menores e full fibre (Community Fibre, Hyperoptic, YouFibre, Zen, entre outras), que costumam ter planos de £20 a £30 sem aumento durante o contrato.
  • Divida a conta com housemates, colocando os nomes de todos no acordo da casa.
  • Corte o que não usa: muitos pacotes incluem telefone fixo e TV que ninguém usa.

Com a internet resolvida, aproveite para revisar as outras contas fixas da casa: a TV Licence (que só é obrigatória em alguns casos), a conta de luz e gás com o energy price cap e o Warm Home Discount de £150.

Perguntas frequentes

A velocidade é pior que a dos planos normais?

Os planos mais baratos (15 a 25 Mbps) são suficientes para uma ou duas pessoas. Para famílias com várias pessoas em videochamada ou streaming ao mesmo tempo, prefira os de 50 Mbps ou mais, que custam £20 a £25.

Preciso pagar instalação ou roteador?

Na maioria das operadoras, não. Virgin Media e BT incluem instalação gratuita; confira se há taxa de envio de roteador.

Se eu deixar de receber o benefício, sou cobrado multa?

Não deve haver multa: o plano passa para uma opção normal, e você pode cancelar ou trocar. Leia as condições da sua operadora sobre o aviso prévio.

Posso pedir social tariff morando em quarto alugado?

Só se a internet estiver no seu nome. Se o landlord inclui a internet no aluguel, a tarifa social não se aplica.

Resumo

Se você recebe Universal Credit, Pension Credit ou outro benefício aceito, pode pagar de £10 a £25 por mês por internet ou celular com uma social tariff, normalmente sem multa e sem fidelidade longa. Verifique se sua operadora atual oferece; se não, compare a lista do Ofcom. E, se o seu visto é NRPF, não peça benefícios para conseguir o desconto: negocie a renovação e procure operadoras de fibra menores.

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